Fotos: Divulgação / PCSC
A Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DPA/DIC), com apoio de diversas unidades policiais da Grande Florianópolis e de embarcações da Polícia Militar Ambiental, deflagrou neste sábado, 23, a Operação Acabou a Farra para reprimir crimes de maus-tratos a animais, associação criminosa, lesão corporal e coação no curso do processo, relacionados à Farra do Boi na região da Costa da Lagoa.
O inquérito policial foi instaurado para apurar Farra do Boi ocorrida no final de abril de 2026, quando um animal foi levado à comunidade amarrado pela água e sofreu muitos açoites. Além disso, investiga-se associação criminosa vinculada ao crime.
O caso gerou ampla repercussão social e houve notícia de intimidações e até mesmo agressões físicas a pessoas da localidade que não compactuam com a prática delitiva. Em razão das ameaças sofridas, alguns moradores precisaram, inclusive, deixar suas residências.
Feitas as diligências preliminares e identificados suspeitos, nesta data, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, tanto na região da Costa da Lagoa, como nos bairros Lagoa da Conceição e Ingleses do Rio Vermelho, com apreensão de equipamentos eletrônicos, como DVRs para recuperação de imagens, bem como celulares, os quais foram encaminhados para a perícia técnica e continuidade das diligências investigatórias.
A operação contou com a participação de 42 policiais civis e 16 policiais militares, além de oito embarcações e duas motos aquáticas da Polícia Militar Ambiental, a qual realizou o deslocamento das equipes em segurança para cumprimento dos mandados.
A Polícia Civil reitera que Farra do Boi configura crime de maus-tratos a animais e, quando pessoas se associam para a prática, também podem responder pelo crime de associação criminosa, cujas penas máximas somadas são de até 04 anos de prisão, além de multa.
Além disso, no âmbito administrativo, há Lei Estadual com previsão de multas nos valores de R$ 10.000,00 para participantes e de R$ 20.000,00 para organizadores de cada ocorrência de Farra do Boi.
“Um dos nossos principais objetivos é também mostrar a presença do Estado na comunidade, para que, além de criminosos serem responsabilizados, moradores que não compactuam com esses crimes possam retomar as suas vidas com tranquilidade”, destacou a delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pela operação.
