Caminhada mobiliza comunidades do Roger e Varadouro em defesa das crianças e adolescentes

A Rede de Proteção Integral à Criança e ao Adolescente dos bairros do Roger e do Varadouro realizou, na tarde desta quinta-feira (21), mais uma edição da caminhada alusiva ao 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A ação integra o calendário permanente da rede e contou com o apoio da Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc).

A mobilização reuniu representantes de serviços da rede de proteção, estudantes, famílias e instituições parceiras em um momento de sensibilização e fortalecimento da garantia de direitos. A concentração aconteceu no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Volante Roger e seguiu pelas ruas da comunidade até a Casa Pequeno Davi, com distribuição de materiais educativos, apresentações e falas de conscientização ao longo do percurso.

Mais do que um ato simbólico, a caminhada reforçou a importância do enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes e do papel coletivo na proteção da infância. O educador social da Casa Pequeno Davi, Matheus Felipe Pereira, destacou a importância da mobilização e da parceria construída ao longo dos anos entre as instituições do território.

“Hoje nós realizamos mais uma ação em alusão ao 18 de Maio para fortalecer essa mobilização da comunidade em parceria com a Prefeitura de João Pessoa. É uma parceria de muitos anos, junto com o Cras, outras entidades e todas as pessoas que fazem parte do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente. A Casa Pequeno Davi ocupa esse espaço de garantir proteção e direitos”, afirmou.

Ele também reforçou o caráter de alerta da caminhada. “Essa mobilização não é de comemoração, é de conscientização. Existem crianças e adolescentes sendo violentados todos os dias e precisamos estar atentos aos sinais. Cabe a nós, adultos, às instituições e à sociedade civil proteger essas crianças”, completou.

A coordenadora do Cras Padre Zé e integrante da comissão gestora da Rede Roger/Varadouro, Ana Flávia Fernandes, explicou que esta já é a oitava edição da caminhada promovida pela rede intersetorial do território. “A gente realiza essa mobilização justamente para dizer que não podemos ficar em silêncio. Precisamos alertar a comunidade e fortalecer a proteção das crianças e adolescentes. Durante o percurso, vamos dialogando sobre a campanha, explicando formas de proteção e os canais de denúncia”, destacou.

Segundo ela, escolas e instituições parceiras tiveram participação ativa na construção da ação. Alunos da Escola João Coutinho e da Escola Frei Afonso participaram da caminhada com cartazes produzidos em salas de aula, além da distribuição de panfletos educativos.

Representando a Escola João Coutinho, a assistente social Rita Larena Costa ressaltou que o trabalho de prevenção é desenvolvido durante todo o ano letivo. “É uma temática que trabalhamos com as crianças durante o ano inteiro. Desenvolvemos atividades de acordo com cada faixa etária, orientando sobre comportamentos que ameacem a segurança delas, explicando como agir diante de situações de risco e quais são os canais de denúncia. Estamos aqui para mobilizar toda a sociedade para se engajar nessa campanha”, explicou.

A caminhada também contou com a presença de famílias da comunidade, fortalecendo o cuidado coletivo com crianças e adolescentes. A moradora Rosilda da Silva participou da mobilização acompanhada do filho e do neto, que fazem parte da Escola João Coutinho e da Casa Pequeno Davi.

“Eu sempre venho com eles para todos os cantos, porque do jeito que o mundo está hoje é a forma que tenho de manter a segurança deles. Além de participarem do grupo de Maracatu, nós da família também participamos das atividades. Sempre somos chamados para reuniões e eu aprendo muito”, contou.

Com faixas, cartazes e palavras de conscientização, a caminhada reforçou a mensagem da campanha ‘Faça Bonito’, lembrando que proteger crianças e adolescentes é um dever de toda a sociedade e que denúncias de violência podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100.